Controle Preditivo e Lubrificação

TAN – TOTAL ACID NUMBER

TAN – (Total Acid Number)

é uma característica bastante importante no controle da vida útil de alguns lubrificantes, bem como é um indicador de grande utilidade na prevenção de falhas mecânicas (Manutenção Preditiva) em alguns equipamentos.

Quimicamente, o TAN representa a quantidade de substância alcalina (expressa em mgKOH/g) necessária para neutralizar os ácidos presentes no óleo, provenientes da oxidação ocorrida na operação do equipamento ou decorrentes de contaminação.

Os óleos lubrificantes minerais puros (sem aditivos), de boa qualidade, possuem um TAN próximo de zero (geralmente = 0,01 e nunca atingindo 0,05). Em algumas aplicações específicas (compressores de refrigeração e ar condicionado, transformadores, etc.), o fabricante exige um TAN inicial zero ou 0,01 e recomenda a troca do óleo quando seu TAN atinge 0,1.

Esse rigor se justifica pelo risco dos ácidos contidos no lubrificante provocarem uma corrosão tal que possa queimar o motor elétrico do compressor de refrigeração, pela remoção do verniz isolante dos fios do enrolamento.

Nos sistemas hidráulicos, os lubrificantes do tipo AW(com aditivação anti-desgaste) já possuem um TAN inicial por volta de 0,65, devido à natureza do aditivo (geralmente à base de zinco).Entretanto, esse valor não representa risco de corrosivos presentes no óleo, resultantes da oxidação ou contaminação, até atingir limites perigosos, quando o óleo deve ser substituído.Esse limite, que pode variar conforme o sistema e o fabricante, está, geralmente entre 1,8 e 2,0.

Portanto, quando analisamos o TAN de um óleo hidráulico AW pela primeira vez e encontramos, por exemplo, “0,5”, não sabemos se o óleo está novo e com bastante adiitivo (ponto “A” da figura) ou se já esta sem aditivo anti-desgastante e caminha perigosamente para um estágio de corrosão no sistema (ponto “B” da figura). Somente uma segunda análise nos dirá se o TAN está crescendo (“B”) ou decrescendo (“A”).

Vários fatores contribuem para a formação de ácidos no óleo lubrificante. Entre eles, os mais relevantes são a operação em temperaturas elevadas, as variações frequentes da temperatura, a presença de ar, água ou umidade, a presença de metais de desgaste, como o cobre, que catalisam a oxidação, etc.

Em motores diesel, a presença de enxofre no combustível favorece a formação de ácido sulfúrico, que desce para o cárter e contamina o lubrificante.

Em compressores de refrigeração, o lubrificante se mistura ao gás refrigerante (clorado/fluorado) que, em presença de ar e umidade, reage produzindo ácido clorídrico e fluorídrico.

Como a oxidação do óleo é um fenômeno auto – catalisado, sua velocidade é bastante acelerada quando o TAN ultrapassa 1,0.
Autor: Antonio Carlos Loureiro Lino Fonte: Sul Oeste – Verkol

Lubrificação de Rolamentos

lubrificacao_de_rolamentos

Catálogo NSK – Rolamentos

Catalogo NSK

Regulagem de Lubrifil

Regulagem de Lubrifil – Calculo

Tabela de Similaridade

Tabela de Similaridade óleo

Tabela de Similaridades – Graxas